REVISTA DE PSICOLOGIA -GEPU-
ISSN 2145-6569
IBSN 2145-6569-0-7

   
 
  Entre o Capital e o Subjetivo: Pinturas de um Cenário Tempestuoso

Entre o Capital e o Subjetivo: Pinturas de um Cenário Tempestuoso


Entre el Capital y lo Subjetivo: Pinturas de un Escenario Tempestuoso

Alexandre De Albuquerque Mourão 
 
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Graduando em Psicologia pela Universidade de Fortaleza (Ceará, Brasil) e Graduando em Licenciatura em Artes Visuais pelo Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia.

Correo Electrónico: alexandremourao@edu.unifor.br
Web: http://gozoebiopoder.blogspot.com.
 

 

Recibido: 7 de Julio de 2009
Aprobado: 28 de Octubre de 2009

Referencia Recomendada: De Albuquerque, A. (2010). Entre o capital e o subjetivo: pinturas de um cenário tempestuoso. Revista de Psicología GEPU, 1 (2), 59 - 66.
 

Resumo: A partir da problemática levantada pela teórica Rosa Luxemburgo de que todo objeto da vida cotidiana foi transformado em mercadoria, este trabalho procura analisar, na perspectiva de quatro pinturas, os controles psicológicos do capitalismo. Em uma relação da arte com a psicologia, pretende não só expor a “materialidade crua” (Pacheco, 2001) dos processos de subjetivação capitalista, como também ser uma ressignificação dos sintomas patológicos da contemporaneidade relacionados à busca patológica por lucro e poder. Para isso, utilizou-se de textos de teóricos críticos como Rosa Luxemburgo, Franco Berardi, Gilles Deleuze, Guy Debord e do professor orientador da pesquisa, Leonardo Danziato. Como metodologia, optou-se pela pesquisa documental tendo em vista a análise das pinturas do próprio autor Alexandre Mourão. Aprendeu-se com isso que o espaço da psique é um local de extensão e controle do capitalismo neoliberal, impondo assim uma sociedade e sujeitos patologizados não só pela lógica constante do lucro e poder, como também da concorrência.

Palavras Chave: Sociedade de Controle, Capitalismo, Controles Psicológicos.

Resumen: A partir de la problemática discutida por la teórica Rosa Luxemburgo de que todo objeto de la vida cotidiana fue transformado en mercancía, este artículo busca analizar, en la perspectiva de cuatro pinturas, los controles psicológicos del capitalismo. En una relación del arte con la psicología, pretende no solo exponer la “materialidad cruda” (Pacheco, 2001) de los procesos de subjetivación capitalista, sino también dar otra significación de los síntomas patológicos de la contemporaneidad en relación a la búsqueda patológica del lucro y el poder. Para esto, se ha utilizado las investigaciones de teóricos críticos como Rosa Luxemburgo, Franco Berardi, Gilles Deleuze, Guy Debord y del maestro orientador de la investigación, Leonardo Danziato. Como método, se ha escogido la investigación documental a partir de las pinturas del próprio autor Alexandre Mourão. Parar finalizar, se llegó a la conclusión de que la psique es un espacio de extensión y control del capitalismo neoliberal, imponiendo éste una sociedad y sujetos “patologizados” no solo por la lógica constante del lucro y del poder, sino también de la concurrencia.

Palabras Claves: Sociedad de Control, Capitalismo, Controles Psicológicos.


INTRODUÇÃO

Os processos de controle psicológico do capitalismo na análise de quatro pinturas, parte das reflexões de uma das primeiras teóricas a pensar este sistema sócio-econômico numa critica ecológica (1):

Rosa Luxemburgo dizia que o capitalismo é intimamente impelido para um processo de expansão contínua. O imperialismo era para ela a conseqüência econômica, política e militar dessa necessidade de expansão. Mas o que acontece quando todo o espaço do território planetário foi submetido ao poder da economia capitalista, e todo objeto da vida cotidiana foi transformado em mercadoria? (Berardi, 2005).
   
Um estudioso da Teoria Crítica também atentava para esse aspecto do capitalismo na contemporaneidade, ao abordar uma questão da influencia do econômico no psicológico: “A rejeição de uma psicologia que esteja assentada em preconceitos econômicos não permite, porém, distanciar-se do fato de que a situação econômica dos homens atua até nas mais delicadas ramificações de sua vida psíquica” (Horkheimer,1990). 
   
É justamente essa questão da mercantilização da vida, inclusive dos espaços subjetivos, que este trabalho levanta como problemática. O professor Leonardo Danziato, em sua tese de mestrado O Gozo e o Poder, sobre a Dimensão Genealógica do Gozo, afirma que: “Habitamos um mundo sem limites” (Lebrun, 2004) e sem fronteiras, organizado politicamente por uma lógica imperial (Negri, 2001), e experimentado subjetivamente através dos excessos do consumo dos objetos oferecidos pelo capitalismo recente. Tais excessos não se apresentam só na lógica consumista – lógica de mercado – que domina o mundo contemporâneo, mas também nas formas de relacionamentos sociais e subjetivos, nas “formas de subjetivação” (Foucault, 1988), no campo da ética, numa certa “diet-ética” no “uso dos prazeres” (Danziato, 2006).

Somando-se a essas análises, é pertinente citar também a concepção de Gilles Deleuze (1992) sobre a Sociedade de Controle. Apesar dele antecipar que o “controle é um nome que Burroughs propõe para designar o novo monstro”, ele ficou conhecido na contemporaneidade por fazer referência a essa concepção das sociedades:

Nas sociedades de controle (...) o essencial não é mais uma assinatura e nem um número, mas uma cifra: a cifra é uma senha, ao passo que as sociedades disciplinares são reguladas por palavras de ordem (tanto do ponto de vista da integração quanto da resistência). A linguagem numérica do controle é feita de cifras, que marcam o acesso à informação, ou a rejeição. Não se está mais diante do par massa-indivíduo. Os indivíduos tornaram-se "dividuais", divisíveis, e as massas tornaram-se amostras, dados, mercados ou "bancos" (Deleuze,1992).

Para a exposição desses processos de controle do capitalismo nas pinturas, pretende-se ir para além da concepção tradicional de representação, entendendo-a assim como:

Uma forma de se fazer apresentar o objeto da materialidade crua do mundo para transversá-lo pela trama do signo, da palavra, etc..e assim outra vez apresentá-lo. A representação é da ordem do sígnico ou simbólico, do real possível e do imaginário (Pacheco, 2001).

Como objetivo geral este trabalho pretende, em uma relação da arte com a psicologia, não só expor a “materialidade crua” (Pacheco, 2001) dos processos de subjetivação capitalista, como também ser uma ressignificação dos sintomas patológicos da contemporaneidade relacionados à busca patológica por lucro e poder. Como objetivo específico, pretende também trabalhar com os signos relativos ao saber psicológico como as depressões, síndromes e angústias e os signos relativos ao sistema sócio-econômico do capital como bolsa de valores, controle, setas de gráficos, etc.

METODOLOGIA

A Pesquisa Documental, no caso de quatro pinturas, foi o tipo de pesquisa utilizada para esse trabalho. A respeito desse tipo de pesquisa infere-se: “Sua classificação refere-se ao procedimento a ser utilizado no processo de pesquisa. Similarmente à pesquisa bibliográfica, a pesquisa documental consiste em um instrumental de apoio a qualquer pesquisa” (Fernandes, 2007).

A respeito do processo da pesquisa, a pintura das quatro telas foi realizada nos anos de 2008 e 2009, durante os cursos de graduação de Psicologia na Universidade de Fortaleza e Artes Visuais no Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia (ex-CEFET). Como uma criação artística, não está obrigatoriamente relacionada somente a leituras de textos da temática, mas também a partir das vivências e experiências da vida do artista.

Após a pintura das obras, o trabalho a ser apresentado foi redigido no mês de junho de 2009, e relacionado com as categorias de Sociedade de Controle, Capitalismo, Processos de Subjetivação, estudadas no grupo de pesquisa da UNIFOR intitulado Gozo e Biopoder, sob orientação do professor Leonardo Danziato.

Foram escolhidas quatro telas (pinturas) do próprio autor para este trabalho: 1ª - Título da Obra: A Sociedade de Controle, Técnica Utilizada: Tinta Acrílica sobre Tela, Dimensão da Obra: 50 x 70 cm. 2ª - Título da Obra: Produção Controlada de Subjetividade, Dimensões da Obra: 40 x 50 cm, Técnica Utilizada: Tinta Óleo sobre tela 3a - Título da Obra: A Invasão-valor do real virtualizado, Dimensão da Obra: 60 x 80 cm, Técnica Utilizada: Acrílica sobre Tela 4a - Título da Obra: Homo Neoliberalicus, Técnica Utilizada: Tinta Acrílica sobre tela, Dimensão da Obra: 50 x 70 cm.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Na análise da primeira pintura, intitulada “A Sociedade de Controle”, pode-se observar a ressignificação de alguns conceitos do artigo sobre a Sociedade de Controle do filósofo Gilles Deleuze. No meio da tela observa-se um homem divisível, cheio de buracos, e com estatísticas de bolsas de valores – “modulações que fazem intervir como cifra uma percentagem de diferentes amostras de moeda” (Deleuze, 1992). Este homem encontra-se cercado por câmeras, verdadeiros panópticos de uma sociedade cada vez mais espetacularizada (Debord, 1967). E é assim que esse homem-cifra se encontra na contemporaneidade e assim que as massas se tornam amostras, números e marcas. As pessoas de faces irreconhecíveis nos grandes prédios tortos e surreais são apáticas e assistem, como um reality-show, um homem de joelhos engolir signos corporativos. A própria vida se confunde com a televisão, que se confunde até mesmo com o próprio quadro: qual o suporte dessa tela? O que as legendas binárias desse “quadro-tv” anunciam?

O serviço de vendas tornou-se o centro ou a ‘alma’ da empresa. Informam-nos que as empresas têm uma alma, o que é efetivamente a notícia mais terrificante do mundo. O marketing é agora o instrumento de controle social, e forma a raça impudente dos nossos senhores (Deleuze, 1992).

O quadro anunciou alguns processos de controles psicológicos do capitalismo, ou seja, significou a “alma do negócio”.


Título da Obra: A Sociedade de Controle. Técnica: Tinta Acrílica sobre Tela. Dimensão da Obra: 50 x 70 cm. Autor: Alexandre Mourão.

Em uma leitura similar à primeira obra, o quadro seguinte, intitulado “Produção Controlada de Subjetividade”, também relaciona o suporte (a tela) com uma televisão, desta vez mais em moda: a tv de plasma. Guy Debord (1967) colocou:

As imagens fluem desligadas de cada aspecto da vida e fundem-se num curso comum, de forma que a unidade da vida não mais pode ser restabelecida. A realidade considerada parcialmente reflete em sua própria unidade geral um pseudo mundo à parte, objeto de pura contemplação.

Essa pura contemplação, da repórter circunscrita de botox e linhas de valores, chama a atenção do atento espectador: De que se ri? Talvez da posição em que ela se encontra, reportando diretamente dos pregões do grande templo capitalista da Nyse (Bolsa de Valores de Nova Iorque). Neste mesmo espaço, sorridentes e em grandes poses, sete grande homens ou “sete grandes deuses” bateram o martelo de mais um dia:

A cultura neoliberal injetou no cérebro social um estímulo constante na direção da competência e o sistema técnico da rede digital tornou possível uma intensificação dos estímulos informativos enviados pelo cérebro social aos cérebros individuais. Esta aceleração dos estímulos é um fator patogênico que atinge o conjunto da sociedade (Berardi, 2001).




Título da Obra:
Produção Controlada de Subjetividade. Dimensões: 40 x 50 cm. Técnica: Tinta Óleo sobre tela. Autor: Alexandre Mourão.

Na terceira obra em análise, há um quadro de um sujeito angustiado:

A excessiva virtualização da realidade dos tempos atuais termina por estabelecer uma outra relação com o real, um retorno do real em pelo menos duas formas: na forma de um real virtualizado, espetacularizado  (2) – um “semblante” (3) – que encontramos seja no retorno de uma relação com um “fantástico”
(Melman, 2003).

Em nossa sociedade, sejam nos novos misticismos, novas seitas e novas terapêuticas da alma, seja na nova relação com o corpo com sua excessiva imaginarização (4); por outro lado esse real retorna na forma de uma invasão ou de um ataque, cuja lógica terrorista é paradigmática, mas que também encontramos na constante angústia que acompanha o sujeito contemporâneo, na forma de uma “angústia sinal(5), diante do risco de um ataque interno, uma “pane” (Danziato, 2006). Dois aspectos, a respeito dessa citação, são retomados nesta tela intitulada “A Invasão-valor do real virtualizado”: o corpo deste homem encontra-se invadido, atravessado e encurvado pelas setas sempre presentes nos gráficos das bolsas de valores. O corpo é alterado e se desfragmenta juntamente com os números  das rápidas mudanças dos painéis dos pregões eletrônicos. Outro aspecto refere-se à angústia desse homem diante das circunscrições numéricas: na contemporaneidade o homem é fragmentado cada vez mais, e retomando as discussões de Delleuze (1992), transformado em cifras.



Título da Obra: A Invasão-valor do real virtualizado. Dimensão da Obra: 60 x 80 cm. Técnica Utilizada: Acrílica sobre Tela.

Na última tela, de título: Homo Neoliberalicus, se observa:

Como se poderia falar hoje de economia sem se ocupar de psicopatologia? Nos anos noventa a cultura do Prozac esteve indissociável da cultura da new economy. Centenas de milhares de operadores, diretores e gerentes da economia ocidental tomaram inumeráveis decisões em estado de euforia química e rapidez psicofarmacológica. Mas a longo prazo, o organismo pode ceder, incapaz de suportar até o infinito a euforia química que até então sustentou o entusiasmo competitivo e o fanatismo produtivista (Berardi, 2001).

É, fazendo jus a essa citação, parece estar um homem de gravatas sentado em uma ‘cadeira-cartela’ de medicamento. A euforia química relaciona-se diretamente aos monitores (ou medidores) de batimentos cardíacos que não mede a pulsação deste paciente, e sim, mede as pontuações das bolsas de valores. A vida, então, deste homem de negócios estaria como que alimentada por psicofármacos, números e dinheiro.




Título da Obra: Homo Neoliberalicus. Dimensões: 40 x 50 cm. Técnica: Tinta Acrílica sobre tela. Autor: Alexandre Mourão.

CONCLUSÃO

Os controles psicológicos do capitalismo foram observados na perspectiva de quatro pinturas. Aprendeu-se com isso que o espaço da psique é um local de extensão e controle, impondo assim uma sociedade e sujeitos patologizados não só pela grande lógica constante do lucro e poder, como também da concorrência. O uso das pinturas para explicar tal fenômeno não é somente uma representação de como funciona esse mundo neoliberal, mas também um próprio processo de re-apresentação e ressignificação desses processos subjetivos do próprio artista e pesquisador. Vale salientar que apesar de serem expostas as pinturas, somente a visão da obra “ao vivo” tornaria a percepção de qualquer observador mais completa.

REFERÊNCIAS

Berardi, F. (2005). A fábrica da infelicidade: trabalho cognitivo e crise da new economy. Rio de Janeiro: DP&A.

Danziato, L. (2006). Gozo e Biopoder: sobre a dimensão genealógica do gozo. Fortaleza.

Debord, G. (1997). A Sociedade do Espetáculo. Contraponto.

Deleuze, G. (1992). A Sociedade de Controle. In: Conversações. Rio de Janeiro, Ed 34.

Fernandes, L. (2007). Relatórios de pesquisa nas ciências sociais: características e modalidades de investigação. Rio Grande do Sul.

Hardt, M., & Negri, A. (2001). Império. Rio de Janeiro: Record.

Horkheimer, M. (1990). Teoria Crítica I. São Paulo: Perspectiva.

Pacheco, E. (2001). Crise: Espaço e Representação. ECA/USP.



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